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Design Thinking: entenda o que é e como aplicar na sua empresa

por Felipe Leite em 26/05/2020

O Design Thinking ou Human Centered Design (Design Centrado no Ser Humano), é um método utilizado para solucionar necessidades a partir de ideias, protótipos e testes. 

 

Em muitas empresas, o design thinking é explorado para mudar a forma como uma empresa pensa, planeja e executa processos, e como cada área pode se tornar mais colaborativa para solucionar o mesmo problema. É o pensamento crítico e criativo no momento de planejar e executar algo.

O design thinking coloca a visão do cliente, consumidor e os colaboradores na criação e execução do projeto. É, acima de tudo, entender o outro. É a diferença entre copiar e criar algo inovador. Seguindo 5 etapas, o design thinking pode ser usado para:

  • Melhorar a comunicação de empresas;
  • Criar e otimizar produtos;
  • Criar e aprimorar o branding;
  • Desenvolver experiências para clientes e prospects;
  • Produzir eventos;
  • Desenvolver áreas e processos internos;
  • Melhorar o relacionamento com o cliente;
  • Entre outros.

 

 

Como aplicar o Design Thinking na sua empresa?

 

O design thinking torna o trabalho mais dinâmico e colaborativo, contribuindo para equipes mais unidas e alinhadas ao mesmo objetivo. Por isso, quanto mais pessoas de áreas diferentes dentro do processo, melhor.

1 – Empatizar (imersão)

Antes de qualquer coisa, entenda o problema. Pontue observações, pesquise, faça uma imersão e encontre todos os problemas que precisa solucionar. Reunir todas as pessoas envolvidas no projeto nessa fase, faz com que todos tenham o mesmo nível de entendimento dos problemas e de como podem ser solucionados, além de possibilitar a interação dos colaboradores desde o início do projeto.

Nesse momento, a quantidade é mais importante do que a qualidade. Gere o máximo de ideias que puder junto com a equipe e não se apegue ao primeiro insight. As primeiras ideias são as mais óbvias, por isso, não deixe que o fluxo de ideias se quebre.

Um ponto importante é envolver pessoas de perspectivas e idades diferentes no processo. Isso também pode exigir sair do ambiente em que está e buscar outros espaços que possam ser fonte de informações que irão agregar o processo.

Um exemplo é o que fazemos na Martin Luz. Assim, no momento da criação de uma campanha, sites, aplicativos ou de uma peça, por exemplo, todas as pessoas estarão cientes das dores do cliente e do maior objetivo, reduzindo chances de erros e tendo melhor aproveitamento de ideias criativas, o que ajuda a diminuir refações e conseguir insights mesmo antes de realizar o que está no planejamento.

Uma forma simples de obter o envolvimento de clientes no processo de criação, por exemplo, é criar um post nas redes sociais mais interativo, questionando necessidades e desejos do público – colocando as principais questões do processo para serem respondidas pelo público –, e utilizar as informações obtidas para evoluir a ideia ou refinar o projeto. As informações mais importante e que irão enriquecer o projeto estão com as pessoas que utilizarão o produto final.

Neste momento, a participação ativa de todos é mais do que importante, permitindo que a troca de informações, experiências, perspectivas e ideias possam se complementar a fim de criar algo realmente novo. 

2 – Definir 

Não limite as ideias. Organize todas as informações obtidas na fase de pesquisas, identifique os problemas, pontue as prioridades e determine objetivos que irão ser foco na próxima etapa. 

Deixe registradas todas as ideias e informações importantes que serão essenciais em todo o processo. Além disso, determinar pequenos períodos para a execução de cada etapa do projeto, também ajuda a estabelecer um prazo saudável e seguro para todos, evitando que a data de entrega do projeto não seja descumprida ou que algum colaborador fique sobrecarregado. Isso ajuda a iniciar o próximo passo de forma positiva.

3 – Idealizar

É o momento em que a cocriação é essencial. Assim como nas etapas anteriores, deixe todas as ideias, prazos e metas de fácil acesso para todos. Os esboços serão guia nesse momento, servindo para representar as ideias geradas no primeiro momento do processo, além de ser o principal ponto de comunicação para a equipe.

Mesmo que alguma idéia não seja aproveitada para um projeto, ela pode ser revisitada em outro. Não existem ideias ruins, mas sim erradas para determinadas situações. Um método utilizado pela IDEO – empresa de design e consultoria de inovação – para definir ideais, segue alguns passos importantes:

  • Manter uma conversa por vez;
  • Incentivar ideias ousadas;
  • Manter o foco;
  • Esperar um outro momento para determinar se a ideia é boa ou não;
  • Evoluir as ideias das outras pessoas.

Nesse ponto, permita que as escolhas das melhores ideias seja feita em coletivo, envolvendo todos. Na Martin Luz, acreditamos que não há ninguém melhor para definir ideias e estratégias a serem seguidas do que o próprio cliente. Ele é quem mais entende de seu negócio. Ao apresentar o projeto, um trabalho colaborativo e co-criativo com o cliente é essencial para enriquecer a proposta e tornar os resultadas mais assertivos.  

4 – Prototipar

É neste momento que a materialização de ideias acontece. Criar protótipos é importante para que a versão final chegue o mais próximo do ideal. É nesta fase também que todos os testes possíveis devem ser feitos, tanto pela equipe interna quanto pelo cliente. Esta fase também evita que dinheiro, tempo e ideias não sejam investidos em projetos que não trarão resultados. Questione, avalie e tenha o pensamento crítico.

As formas de prototipar podem ser variadas e mais de um método pode ser usado para chegar ao próximo passo. Além disso, dê importância aos feedbacks de todas as pessoas no momento de lançar. Isso permite que, após ser lançado, a quantidade de refações e defeitos seja reduzida.

Também é possível prototipar serviços. Por exemplo, se o projeto se refere a serviços de um salão de beleza, crie esquemas que possam detalhar a experiência do cliente, dos colaboradores e do uso do espaço, além de determinar quais recursos e ferramentas podem melhorar o tempo e qualidade dos serviços.

Um protótipo não representa somente uma ideia. É possível que neste momento, funções e características de protótipos diferentes possam agregar um ao outro ou aperfeiçoar um terceiro, fazendo com que as ideias sejam unificadas em um possível resultado final.

5 – Testar

O design thinking não termina quando acaba. Neste momento, é a fase de colocar em prática o que foi feito e testar. É importante compreender que nesta fase, o sucesso não é garantido.

Por isso, acompanhar como o projeto é recebido, consumido e avaliado é uma tarefa de todos os envolvidos no processo de design thinking. Caso os resultados não tenham sido atingido como o esperado, é importante que um trabalho colaborativo e co-criativo seja realizado novamente para avaliar novos caminhos.

Com o design thinking, relembramos que mesmo que muitos projetos sejam feitos de empresa para empresa, quem os recebe e consome são pessoas. Além de custos e lucros, princípios, valores, ética, experiências e muitas outras coisas que tornam projetos, produtos e empresas duráveis, devem ser levados em conta. O design thinking torna o contato de clientes com serviços e produtos mais humanizado, indo além do objetivo de compra e venda, para solucionar problemas reais

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