Insights Transformação Digital

Como a tecnologia pode ser aproveitada no setor financeiro?

por Felipe Leite em 24/09/2020

A transformação digital traçou novos caminhos para muitos mercados. Mas será que o setor financeiro sabe aproveitá-la?

 

De automações em hospitais, mercados e serviços públicos, a mudanças que ocorrem na tela do nosso celular, as novas opções que a transformação digital apresenta nos fazem estar mais próximos das marcas, serviços e produtos. 

A transformação digital inclui a tecnologia em todos os processos, transformando empresas e mudando valores. Para as companhias, é se adaptar ou sofrer as consequências. Para os consumidores, é mais liberdade, rapidez e segurança nos processos. 

Com as empresas financeiras, não é diferente. Existem hoje várias mudanças ocorrendo e a internet tem sido, cada vez mais, uma aliada das finanças. Com tantas opções, o consumidor se vê livre para escolher entre instituições de nome ou opções novas com recursos modernos.

Para as primeiras, é hora de reafirmar sua importância e se adaptar ao novo mercado. Para as novas, é hora de mostrar uma nova perspectiva. Não se trata de “copiar” os moldes das startups financeiras, mas sim ter a disposição de mudar os valores e formas de trabalho ultrapassadas.

Conhecer e implementar soluções tecnológicas em uma empresa do mercado financeiro, é aceitar que a transformação digital hoje é a maior ferramenta para trazer comodidade, rapidez, assertividade, segurança e praticidade para processos internos e clientes.

Dentre as principais tendências de tecnologias para empresas do setor financeiro, é possível destacar algumas que estão mudando o mercado:

  • Inteligência Artificial: usada para simular ações e previsões humanas, automatizando processos com dados;
  • Fast Data: processamento e uso mais rápido de dados;
  • Open Banking: clientes com autonomia de seus dados, tirando dos bancos a apropriação dessas informações, permitindo que elas possam circular entre outras instituições do setor financeiro;
  • Internet das Coisas (IoT): possibilita uma rede de dispositivos conectados, gerando um grande volume de dados.

Com isso, a necessidade de conhecer novas tecnologias e aplicá-las para conhecer o seu público, otimizar e acelerar processos, ter novos insights, tomar decisões precisas com informações atualizada, entre outras possibilidades, faz de negócios ainda mais preparados para lidar tendências e incertezas do mercado.

Moedas eletrônicas e blockchain

Provavelmente você já ouviu falar em Bitcoin e, apesar de não ser a única moeda virtual, o Bitcoin é a mais famosa delas e tem sido pauta para muita conversa em torno de novas formas de dinheiro.

As criptomoedas, ou as moedas virtuais, são dinheiros eletrônicos, criptografados para garantir sua maior segurança. No caso do Bitcoin, uma outra tecnologia que assegura a moeda é o blockchain.

O blockchain, engenharia que está por trás do bitcoin e de outras moedas virtuais, pode ser comparado a um banco de dados, mas sem precisar de uma empresa por trás. 

No blockchain, isso é descentralizado e, através da rede de mineradores com software, as transações de bitcoins são processadas sem precisar de intermediários (bancos ou provedores de créditos). 

É um registro transacional de movimentação de ativos, que substitui o “livro razão” e cria um modelo compartilhado de registros. 

O pagamento com as criptomoedas pode ser feito internacionalmente e virtualmente, sem levar em conta os regulamentos dos países, as fronteiras ou restrições. As transações entre usuários de criptomoedas acontecem sem intermediários.

Por outro lado, o tempo de transação pode ser mais demorado, por haver um grande fluxo de demandas simultaneamente. Por isso, é importante levar diversos fatores antes de realizar uma transação.

No varejo, esse tipo de moeda ainda não é fortemente utilizado, apesar de ser uma aposta para o futuro. Com mais pessoas usando celulares do que pessoas com contas bancárias, é comum que o uso dessas novas tecnologias seja difundido à medida que se tornem mais acessíveis. 

Porém, se hoje um bitcoin é caro, é porque ainda está na mão de poucas pessoas. Talvez seja questão de tempo até esse tipo de tecnologia, internacional e livre de impostos, ser rotineira, mudando o conceito de bancos, por exemplo.

 

Open Banking

Falando sobre novos conceitos de banco, outro recurso que tem sido implementado em diversos países é o open banking, que é o livre compartilhamento de informações financeiras, sem necessariamente um banco ou uma instituição deter aqueles dados. 

Com o open banking, quem é dono das informações é o usuário e ele decide, com as plataformas, como faz a gestão de seu dinheiro e onde faz seus serviços bancários. Por exemplo: o cliente pode ter conta em um banco tradicional, mas executar transações em um banco digital ou gerir seu dinheiro com uma fintech, utilizando sempre uma mesma conta. 

Essa nova dinâmica dá mais poder ao cliente, além de possibilitar que negociações e a compra de produtos e serviços seja feita diretamente entre cliente e fintech, por exemplo. O que irá beneficiar diversas empresa, principalmente as que oferecem crédito, já que terão mais informações sobre seu potenciais clientes com sua autorização.

Para as empresas, isso significa que a concorrência não será baseada em escala ou volume de capital das instituições, mas pelo entendimento completo dos consumidores, de suas necessidades e demandas, abrindo espaço para que melhores ofertas e clientes.

Para ser executado, o open banking permite a integração das interfaces de programação de aplicativos (APIs), possibilitando que sistemas diferentes interajam entre si. Isso faz com que diferentes desenvolvedores de diferentes bancos consigam criar soluções que conversem com outros bancos de dados. 

As plataformas de Open Banking podem ser customizadas de acordo com cada público, trazendo os melhores serviços para cada tipo de cliente. Mas apesar de já terem opções de Open Banking no Brasil, os aplicativos não contemplam todos os serviços dos usuários.

A integração entre Banco do Brasil e ContAzul ou o app do GuiaBolso (um para PJ e outro para pessoa física), apenas permitem que o usuário faça a gestão do dinheiro, mas ainda não permitem transações.

Junto a novos formatos de bancos, o uso de dados torna as transações mais efetivas, além de auxiliar as empresas em ações internas e externa, como a oferta de produtos certos para cada perfil de cliente, por meio de análises de informações atualizadas e reais.

Big Data

O termo Big Data se refere à grande quantidade de dados disponíveis para análise hoje em dia, à rapidez com que essas informações são processadas e arquivadas e à variedade de possibilidades de como esses dados podem surgir. 

Basicamente, sem a transformação digital e sem o big data, os itens anteriores não seriam tão potentes e tão interessantes como são atualmente. 

Sem informações suficientes e sem a capacidade de armazenamento de muitos dados, o open banking, por exemplo, seria só uma boa ideia. Com a ideia de Big Data, os dados têm fluidez e rapidez para darem suporte a essas inovações. 

A aplicação dos dados da Big Data é diferente para cada cenário em que ela precisa ser utilizada. No caso das empresas financeiras, ela pode trazer tanto as informações pessoais dos clientes quanto geográficas, financeiras, sazonais etc. 

O uso da Big Data pode ajudar na busca por interações e serviços mais assertivos, deixando as empresas mais perto e mais ligadas com seus clientes. Para potencializar essa resultado, o Fast Data pode ser explorado.

Ele se refere à análise de dados em movimento. Ou seja, não é preciso aguardar a análise do Big Data para tratar dados que irão perder valor com o passar do tempo. Os dados do Fest Data são utilizados e descartados, sem a necessidade de armazenamento e, consequentemente, ter custos e espaço utilizado em nuvens.

Isso acontece que há necessidade de utilizar dados que, com o passar do tempo, perderão a validade, sendo desnecessário o armazenamento. Junto a Internet 5G, o Fest Data ganha mais agilidade para ser utilizado por empresa.

5G e o futuro

Assim como os dados, a Internet 5G também pode potencializar os serviços de empresas do mercado financeiro, oferecendo mais agilidade para operações serem realizadas, como os pagamentos.

Junto a Internet 5G, o Pix possibilitará pagamentos instantâneos 24 horas por dia. Ao contrário do TED e DOC que tem limitações, impossibilitando envio e recebimento simultâneos em transações financeiras.

O Pix já tem data de lançamento no Brasil: outubro de 2020, e possibilitará pagamentos entre pessoas físicas e jurídicas ou da mesma categoria, facilitando transações de forma segura, por meio de uma chave de segurança.

Ou seja, além de oferecer mais rapidez e agilidade, as transações poderão ser feitas sem o tempo de preenchimento de dados, possibilitando que os pagamentos sejam feitos em até 10 segundos e sem taxas inclusas.

Outra transformação será o armazenamento em nuvem, que será reduzido, além de downloads, já que as informações serão transmitidas com muito mais velocidade.

A transformação digital está ocorrendo em toda a vida útil das empresas financeiras, otimizando processos e até mesmo mudando a forma como ela se relaciona com clientes. 

O mundo digital, cada vez mais imprescindível, é hoje um aliado das finanças e conta com dados seguros e confiáveis para agregar valor a processos financeiros já conhecidos.

O digital promete ser mais rápido, mais ágil e mais seguro. É o momento perfeito para as empresas financeiras entrarem de cabeça nessa transformação. 

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